quinta-feira, 19 de novembro de 2009

DOMINGO, 22 DE NOVEMBRO, DIA DA MÚSICA E DOS MÚSICOS


Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos. Não se tem muitas informações sobre a vida de Santa Cecília. É provável que tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas, não deixam dúvidas sobre a sua existência.
Segundo a Paixão de Santa Cecília, escrita no século V, Cecília seria da nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância.
Os pais de Cecília, sem que a filha soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano. Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia.
Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília fazia exceção. A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.
Estando só com o noivo, disse-lhe Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.


Santa Cecília, Valériano, e Tiburtius por Botticini
Disse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano vivamente impressionado com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o batismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha passado e conseguiu que também este se tornasse cristão.
Turcius Almachius, prefeito de Roma, teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da formal recusa, foram condenados à morte e decapitados.
Também Cecília teve de comparecer na presença do irredutível juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se extraordinariamente e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses.
De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo, que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses.


Santa Cecília e Santo Valeriano
Almachius vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília experimentou uma proteção divina extraordinária e, embora a temperatura tivesse sido elevada aponto de tornar-se intolerável, a serva de Cristo nada sofreu. Segundo outros, a Santa foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa.
Almachius recorreu então à pena capital. Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte. Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.
As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma. O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.


Imagem de Santa Cecília no altar-mor da igreja a ela dedicada em Porto Alegre
Uma aparição da Santa ao Papa Pascoal I (817-824) trouxe luz sobre este ponto. Achou-se o caixão de cipreste que guardava as relíquias. O corpo foi encontrado intacto e na mesma posição em que tinha sido enterrado. O esquife foi achado em um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília. Ao lado da Santa acharam seu repouso os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.


Sono de Santa Cecília.
Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.
A Igreja ocidental, como a oriental, tem grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da santa Missa. O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”.
Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

120 ANOS!! Gabinete do Intendente Municipal de Anapolis, em 19 de dezembro de 1932, a Filarmônica Lira Santana já era fundada a mais de quarenta anos!

PREFEITURA MUNICIPAL DE SIMAO DIAS - SE
GABINETE DO PREFEITO


CERTIDAO DE REGISTRO


Certifico que, no Livro de Atos da Intendencia de Annapolis,
(denominação do Municipio de Simao Dias naquela epoca), de 1932 a 1939, na folha
11, se encontra registrado 0 seguinte:
o Intendente do Municipio, no uso das suas atribuições, considerando que a
Filarmônica "Lira Santana" desta cidade, fundada a mais de quarenta anos, tem prestado
grandes serviços a sociedade Anapolitana; considerando que encomenda 0 nome de
Anapolis; considerando que, por isto mesmo, já esta tradicional instituição goza de
favores do Municipio, entre os quais os de subvenção consignada nas leis orçamentarias
do Municipio nos exercicios de 1931 e 1932; resolve reconhecer a referida "Lira
Santana como de utilidade pública, continuando a subvencional-Ia mensalmente com a
importancia de dois mil contos e quatrocentos mil reis (2.400rOO) pagos em prestações
mensais
Cumpra-se


Gabinete do Intendente Municipal de Anapolis, em 19 de dezembro de 1932.
JOSE DE CARVALHO DEDA
Intendente Municipal
JOÃO GUIMARÃES MACEDO
Secretario"

E, por ser verdade, eu, Erica Souza Martins, RG SSP/Se nO.1.39.741, Assessora
CC-06, lavrei a presente Certidao que dato e assino com 0 visto do Exmo.Sr.Prefeito
Municipal.
Simao Dias, 19 de maio de 2009.
~~~-rw~s~-
Assessora CC-06

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PONTO DE CULTURA


LIRA DA CIDADANIA

O PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO FILARMÔNICA LIRA SANTANA DE SIMÃO DIAS, SR. RAIMUNDO DOS SANTOS OLIVEIRA, PARTICIPOU DA PRIMEIRA OFICINA DOS PONTOS DE CULTURA EM ARACAJU, NO DIA 08 DE OUTUBRO DE 2009 ÀS 09 HORAS DA MANHÃ, PARA DÁ INÍCIO AOS TRABALHOS PREPARATÓRIOS PARA IMPLANTAÇÃO DO PONTO DE CULTURA NA CIDADE DE SIMÃO DIAS, UQE AINDA ESSE ANO, PROVAVELMENTE NO INÍCO DE NOVEMBRO, ESTAJA ASSINANDO O COVÊNIO JUNTO AO MINC FEDERAL EM UMA SOLENIDADE PÚBLICA.

sábado, 12 de setembro de 2009

PARABÉNS MAESTRO BILLER

A EQUIPE DIRETIVA DA ASSOCIAÇÃO FILARMÔNICA LIRA SANTANA DE SIMÃO DIAS, JUNTAMENTE COM OS MÚSICOS DA BANDA DE MÚSICA LIRA SANTANA, PARABENIZAM O REGENTE JOÃO DE SOUSA CRUZ, BILLER, PELO SEU ANIVERSÁRIO NO DIA 11 DE SETEMBRO.
P A R A B É N S !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BREVE RELATO SOBRE JERÔNIMO SANTA BÁRBARA ( por Fernandinho Amaral )


Jerônimo Santa Bárbara nascido em 30 de Setembro de 1884 filho de Antonio Santa Bárbara e Paulina Maria de Jesus. Homem de caráter firme honesto e de índole pacífica, iniciou sua vida profissional como caixeiro viajante trabalhando para o coronel Felisberto Prata, uma das maiores fortunas naquela época em nosso município. Foi dele o primeiro carro que transitou em nossa cidade.Naquele tempo existiam poucas rodovias e quase nenhum automóvel em nosso interior. Por isso o caixeiro viajante carregava suas mercadorias no lombo de animais de terra batida. Foi assim que Jerônimo Santa Bárbara percorreu grande parte do sertão sergipano e baiano graças a sua dedicação e honestidade foi promovida a atendente na loja de tecidos e chegou à guarda-livros no mesmo estabelecimento. Durante quarenta e dois anos foram funcionários leal e dedicação do coronel. Felisberto.Quando a empresa fechou suas portas e o proprietário mudou-se para Aracaju, Jerônimo Santa Bárbara abriu sua própria loja de tecidos. Depois em sociedade com Osvaldo Mascarenhas foi proprietário da padaria central, desfeita a sociedade estabelecida no ramo de secos e molhados finalmente sua ultima atividade profissional como despachante estadual. Alem disso ocupou outros cargos de responsabilidade no nosso município. Em janeiro de 1917 foi nomeado pelo intendente Agripino Prata para o cargo de tesoureiro da prefeitura municipal função que exerceu ate 1925.Em julho de 1941, o Dr. Belmiro da Silveira Góis, chefe de policia estadual, nomeou delegado civil do município de Simão Dias. De personalidade pacífica, cumpriu sua missão e perseguições sem espancamentos tornando-se uma autoridade respeito e conquista por todos. Desportista dos mais atuantes foi fundadador de vários clubes de futebol de nossa cidade juntamente com Gervásio Dórea, Paulo Déda e Zé cágado, fundaram o Sport clube Anápolis (o nosso saudoso SC), uma das equipes mais poderosas da época. Mais a sua grande paixão era a música. Foi um dos fundadores da filarmônica Lira Santana, a banda que até os dias de hoje nos deleita com suas apresentações durante mais de cem (100) anos. Jerônimo Santa Barbara foi músico dedicado e apaixonado pela Lira Santana, foi também seu diretor durante muito tempo. Depois já com sua saúde abalada sem forças para soprar a sua requinta, mestre Jerônimo, como era conhecido, jamais esqueceu sua grande paixão pela Lira Santana. Casado em 1907 com Maria Narcionila de Roma, faleceu em 02 de Dezembro de 1962, aos 78 anos. Deixou viúva D. Maria e duas filhas: Nair Santa Bárbara e Rita Santa Bárbara, já falecidas, além de um filho adotivo. Luiz Santa Barbara.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

BANDAS FILARMÔNICAS

Bandas Filarmônicas: baluarte da cultura musical sergipana
Texto: João Liberato (Flautista e mestre em música - UFBA)

A banda filarmônica é um modelo de conjunto musical que ainda prolifera em várias regiões do país. Estas instituições costumam situar-se não só como forma de entretenimento e encontro social, mas também como importantes veículos da instrução musical. No entanto, muitas corporações musicais deste tipo sucumbiram, não mais fazendo parte da vida cultural. Diversos fatores contribuíram para o desaparecimento e a continuidade da atividade de bandas filarmônicas, sendo que o aspecto central que motiva a vida ou morte destas instituições é a função que desempenham na comunidade a que pertencem. As diversas mudanças ocorridas na sociedade brasileira forçaram as bandas filarmônicas a metamorfosearem-se, na busca pela sobrevivência diante das adversidades impostas pelo tempo. Sua origem no Brasil remonta ao final do séc. XVIII, nas bandas militares. Estes conjuntos sofreram diversas transformações ao longo da história. Um dos mais importantes impulsos foi a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, no ano de 1808, acompanhada da Banda da Brigada Real, que passou a estabelecer novos parâmetros musicais e simbólicos na produção de música instrumental no Brasil. Estas bandas militares costumavam tomar parte nas festas oficiais da monarquia luso-brasileira, tanto em honra à Família Real Portuguesa – aniversários, noivados, casamentos, batizados etc – quanto por razões de Estado – aclamações, vitórias militares e celebrações cívico-políticas em geral. Esta utilização permitiu a divulgação deste tipo característico de conjunto instrumental como um importante elemento simbólico na representação monárquica. As bandas filarmônicas eram uma forma de adaptação ou reapropriação desse símbolo sonoro desempenhado pelas bandas militares, que tinham participação em grande parte das cerimônias da monarquia. Esses rituais simbólicos foram se sedimentando na sociedade brasileira ao longo do séc. XIX, fazendo com que surgissem bandas filarmônicas em diversos centros urbanos e até em regiões remotas do país. Em muitos casos, estas bandas filarmônicas estavam no centro da vida cultural e política da cidade a que pertenciam. Interpretavam tanto a música da moda (valsas, polcas, maxixes, dobrados e árias de ópera) quanto faziam moda musical. Seus compositores rendiam homenagens às datas cívicas mais importantes, à sua cidade e aos mais destacados membros da sociedade. Elas abrilhantavam as festas religiosas, as comemorações políticas, as datas importantes e também comoviam a população nas exéquias daqueles que tinham prestígio para tal. A maior peculiaridade quanto à função das bandas filarmônicas no passado é o fato de algumas destas corporações terem desempenhado um papel político importante. Estas bandas constituíam-se em agremiações sociais intimamente ligadas a política. Após a deposição de Dom Pedro II e conseqüente proclamação da república, tem início um embate entre as diversas lideranças brasileiras que almejavam o poder político. Essa luta pelo poder político nos estados leva o país a um clima de extrema rivalidade política, onde os conflitos armados são constantes e boa parte da sociedade encontra-se envolta nesse clima de instabilidade e partidarismo extremado. Era neste contexto que as bandas filarmônicas tinham que se situar. Geralmente estavam sob a égide de um líder político (um coronel) a quem deviam lealdade. Elas se mesclavam com os partidos, pois a bipolaridade política pós-monarquia geralmente se materializava também em duas filarmônicas, a “de cima” e a “de baixo”, a de São Sebastião e a de Santa Cecília, a de Santo Antônio e a de Nossa Senhora da Conceição. Esta realidade era bem evidente em Sergipe. O trecho a seguir, retirado do jornal Folha de Sergipe, com data de primeiro de novembro de 1908, dá uma pequena mostra desta relação política: “Aos seos primeiros arreboés a sympathica philarmonica S. Antonio tocou alvorada em frente a residência do circunspecto Ex. sr. dr. Manoel Baptista Itajahy, digníssimo Vice-Presidente do Estado e Chefe deste município, sahindo depois em passeiata [...] Em casa do sr. coronel Dultra Almeida foram erguidas enthusiasticas saudações; foi servido fino vermouth e após a philarmonica executar lindas peças de seu vastíssimo repertorio, a multidão desfilou [...] Muitas foram as casas vizitadas e em todas a mesma festa, o mesmo delírio [...] O orador foi estrepitosamente saudado. Eram doze horas voltaram todos à sede da philarmonica e ao toque do Hymno Nacional a multidão despersou na melhor ordem, todos jubilosos.”[sic] No entanto, estes acontecimentos compõem apenas uma pequena parte da história destas instituições musicais. As bandas filarmônicas tiveram um papel fundamental não só na construção da cultura musical sergipana, mas também na construção da cultura política e social. Na realidade musical brasileira, uma banda de música desponta como um baluarte, como um exemplo vivo de sucesso musical, revelando – através do estudo histórico – problemas e soluções para instituições congêneres, apontando caminhos para o entendimento e desenvolvimento da atividade musical no Brasil. Ao lançarmos um olhar sobre estas instituições no presente torna-se imprescindível uma conexão com o passado. É o caminho necessário para entender o fenômeno do surgimento, da sobrevivência e do futuro dessas corporações musicais. Indicações bibliográficas: Liberato, João. Filarmônica Nossa Senhora da Conceição: funções de uma banda de música no agreste sergipano no período entre 1898 e 1915. Bahia: UFBA – Dissertação de Mestrado, 2008; Binder, Fernando Pereira. Bandas Militares no Brasil: difusão e organização entre 1808-1889. São Paulo: UNESP - Dissertação de Mestrado, 2006; Schwebel, Horst Karl. Bandas Filarmônicas e Mestres da Bahia. Salvador: Centro de Estudos Baianos da Universidade Federal a Bahia, 1987.

INSTRUMENTOS MUSICAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Instrumentos musicais e suas características físicas
Cada tipo de instrumento tem uma espécie de "assinatura", um conjunto de características sonoras associado que, embora possa parecer subjetivo, tem uma descrição matemática extremamente precisa. Anteriormente comentamos que o som pode ser representado pela soma de diversas ondas individuais, que chamamos de componentes de Fourier. O que diferencia um instrumento de outro são as amplitudes e a duração de cada um dos harmônicos presentes no som resultante; a esse conjunto de características chamamos timbre.
A altura de um som está ligada à intensidade com que ele é emitido, ou seja, ao volume sonoro deste som. Em termos físicos, a altura está ligada à amplitude da onda sonora gerada pela vibração de um determinado instrumento ou material. Quanto maior a amplitude da onda, maior é a quantidade de energia que ela carrega, consequentemente, maior é o seu volume.
Entretanto, a altura pode ser também tratada como a "afinação" de um som. Ela é um atributo do sistema auditivo humano a partir do qual sons quaisquer podem ser classificados em uma ordem que vai do mais baixo ao mais alto, como numa escala de notas musicais. A relação entre a altura e a afinação está ligada à freqüência de vibração do objeto que gerou esse som.
As ondas sonoras complexas geradas por um instrumento musical sempre poderá ser representada por uma série de Fourier, compostas das nota fundamentais e da série de harmônicos ou sobretons, cada um com a sua amplitude e fase. A expressão matemática de uma onda complexa poderia ter a seguinte forma:
P = sen w t + 1/2 sen 2w t + 1/3 sen 3w t + 1/4 sen 4w t + 1/5 sen 5w t.
A estrutura de uma onda sonora produzida por um instrumento pode ser extremamente complexa. Qual seria o tipo de onda produzido pelas séries abaixo?
P = cos w t + 0,7 cos 2w t + 0,5 cos 3w t (5.1)
P = senw t - 0,5sen3w t + 0,33sen5w t – 0,25sen7w t (5.2)
A fase de uma componente desempenha um papel importantíssimo na determinação da forma da onda resultante. Em geral, exceto por mudança de fases muito grandes, como foi o caso acima, ou sons muito intensos, a fase não é muito importante na determinação da forma da onda.
O espectro sonoro é uma forma de mostrar a estrutura de uma onda complexa. Ele é capaz de mostrar quais são as freqüências principais que constituem um determinado som.
O que diferencia um instrumento do outro é exatamente a distribuição de freqüências e das formas de ondas que vimos nas figuras anteriores. Pode-se ver no laboratório que instrumentos de corda são, em geral, bem mais ricos em termos de harmônicos e possuem a forma de onda mais complexa. Os mais pobres são, tipicamente, os de percussão e alguns dos metais (a flauta é o melhor exemplo dos metais, por praticamente não apresentar termos harmônicos de ordem superior a 2, quando ela toca uma nota de freqüência igual a 1568 Hz).
Vamos encerrar esta seção comentando as freqüências fundamentais de ressonância de diversos instrumentos. Elas são características de cada instrumento e dependem, como veremos abaixo, das peculiaridades de cada um. Sistemas acionados por cordas vibrantes possuem uma freqüência fundamental que depende da tensão, massa e comprimento da corda.




Membranas vibrantes e discos metálicos, típicos de instrumentos de percussão, possuem um padrão de freqüência fundamental que é típica e parecida uma com a outra, dependendo também da tensão e densidade da membrana. Já tubos sonoros dependem exclusivamente do comprimento da coluna de ar contida no tubo. A Tabela 3 mostra essa relações para diversos ressonadores, inclusive tubos de órgãos metálicos, e a nomenclatura de cada termo. Os termos referentes aos módulos de Young e razão de Poisson podem ser encontrados em qualquer livro texto clássico de Mecânica e oscilações. Os valores são, por uma questão de concordância, dados no sistema de unidades CGS.